sábado, 4 de junho de 2016

Let's Get It On...

Foi um gole a mais, a beleza lúdica, a risada introspectiva, o charme ao falar, ao se portar... charme de quem de longe sabe das coisas, e de perto é só insegurança. Um cuidado a mais, um gole, um sorriso, e duas bocas que se encontraram timidamente recolhidos, de quem quer ser casual, mas não consegue.
E a vontade de estar perto fez com que tudo fluísse naturalmente... Vamos? Passa aqui? E de novo, e de novo... e de novo. As estrelinhas imensas que separavam bem mais do que apenas um continente gelado no fim do ano. Tínhamos muito o que falar, mas pouco se era dito. E de novo, mais uma vez... até explodir. Até ele me lembrar que tinha ela. Ei! Eu sei... o que não se é dito, nem sempre é o que de fato é pensado... então te deixo chegar mais perto. Te dou carta branca... vem... não temos segredo. Fique a vontade, meu bem! Pode reparar nos meus dentes tortos que te soam bonitos e limpos, nas minhas olheiras escuras, de quem fuma muito, bebe muito, dorme tarde, acorda cedo e nem se preocupa em passar um corretivo... viva a natureza humana!
E de uma noite fria e despretensiosa (da minha parte), nasce um beijo nosso. Encaixadinho. Você friamente se derrete com meu beijo quente... mas tá amanhecendo, eu preciso ir!
Decretamos um silêncio, que pra você é perigoso, e que pra mim é só natural. Você é meu amiguinho colorido... você ri com a timidez de quem quer se entregar. Não precisa ficar com medo... eu sei de tudo, sei do meu lugar, sei dela, sei de nós... e quando eu não mais souber, eu volto, meu bem! Eu sei racionalizar as coisas. Presta atenção no que te mostro! É bem mais legal do que te contar tudo...
E você quer mais... fala dela, lembra dela, mas quer me beijar de novo... eu cedo! Por que não? Tá frio... vamos ficar juntos? E eu despretensiosamente mais uma vez te digo sim... e te trago pro meu canto. Sua pele parecia conhecer meu edredom. Ligo o som, aquele som que ouço nos intervalos da vida adulta e lembro de você... ligo uma meia luz pra gente começar a se conhecer... a textura da sua pele combina com a minha, seu beijo é lambido e invasivo como o meu... então a gente se entrega! Com sede de tudo e fome de pele. Você para! Lembra dela! Lembra da realidade! Nos acha superficial... e eu te pergunto porque temos que viver de profundidade? Você aceita... olha minhas fotos na estante, repara atento aos livros que leio, meus souvenir... tudo meu... fique à vontade, meu bem... aqui sou doce como licor pra você... prova...
Se meu coração tivesse envolvido nessa, eu não saberia me entregar pra você... relaxa! Só tem a gente! Ninguém vai saber, ninguém vai nos olhar, reparar... só tem eu e você aqui.
E você vem! Selvagem e doce, como eu pude supor. Você goza, eu gozo. Você vai pra varanda fumar desajustado um cigarro, e eu pra minha ducha quentinha... te chamo! Você questiona, e eu chamo de novo... sem explicações! Só vem... e naquele momento somos dois estranhos mais íntimos do que nunca! Você repara no shampoo que uso, nos sabonetes líquidos, óleos... quer saber mais sobre mim... e desse jeito você tá conseguindo...
A vontade é saciada. Você quer falar sobre sua nova/antiga vida. Eu quero saber, pergunto, rio, imagino... Ela não tem nada a ver com a gente, meu bem... não precisa temer...
Você quer ficar, mas sabe que não tem nada a ver. Eu quero que você fique e eu sei que não tem nada a ver. Então você vai... Tímido, gentil, sensual... me deixando aqui, levemente vermelha e densamente querendo mais.

A gente fica mordido, num fica?

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